PAULO E EPAFRODITO (Fp 2:25-30) - Waldir Ramos




O Apostolo Paulo e o Obreiro Epafrodito.

Filipenses 2:25-30


Essa carta não foi escrita em um dos melhores momentos da vida do apóstolo Paulo, mas é lembrada como sendo a carta da alegria. Escrita para falar aos irmãos da igreja de Filipos, que outrora foi a mesma fundada por Paulo na sua 2° viagem missionária na Europa (a antiga Macedônia), conforme Atos 16.


Os filipenses tinham uma relação muito especial com Paulo, marcada por parceria no evangelho e apoio financeiro em seu ministério. 


Paulo estava sob prisão domiciliar e precisava pagar seu próprio aluguel e se alimentar. 

Diferente das outras igrejas que ele fundou, os filipenses eram conhecidos por serem a única igreja que o apoiava financeiramente de forma regular.


Epafrodito era membro da igreja de Filipos e foi enviado como mensageiro para levar a oferta de ajuda a Paulo na prisão (Fp 4:18). Além de entregar a oferta, permaneceu com Paulo para servi-lo pessoalmente.


Para cumprir essa missão Epafrodito viajou 1.200km para chegar a Roma, por causa disso e provavelmente por ter tido contato com a condição insalubre da prisão, inclusive contraindo febre tifoide, ficou gravemente doente, a ponto de quase morrer. Sua dedicação foi tão grande que Paulo o descreveu como irmão, cooperador e companheiro de lutas.


Após se recuperar, Paulo decide enviá-lo de volta a Filipos para consolar os irmãos, que estavam preocupados com sua saúde.


Introdução:

O nome Epafrodito significa “amável; gracioso” ou também significando a influência da cultura greco-romana que eles viviam, já que por outro lado seu nome pode significar um louvor a deusa pagã Afrodite.


Porém o mais importante é que independente do seu nome ou do seu significado, nos chama a atenção o esforço e a dedicação desse obreiro no ministério de Paulo. 


Ele serve independente do ambiente, da condição física, do nome e do status. Paulo diz que ele quase morreu por causa do esforço à obra de Deus.


E trazendo em reflexão esse obreiro comparando com a igreja atual: Como está o nosso esforço? Muitos de nós queremos servir por aparência, status, indicação, mas não por amor como Epafrodito fazia. 


Mas também, há muitos entre nós, que fazem a obra com o mesmo amor que Epafrodito tinha. 

Há muitos entre nós que inspiram dedicação, serviço e amor ao próximo.


E há também outras características nobres reveladas em Epafrodito.


Aplicação:

1° - Paulo chama Epafrodito de: ‘’irmão, cooperador e companheiro de lutas’’.

Pelo tamanho esforço e amizade de Epafrodito, Paulo tem ele mais do que como um obreiro, como irmão e companheiro.


Existem pessoas que Deus coloca em nossos caminhos para serem além de cooperadores, também companheiros e irmãos.


Nem todos que são irmãos, são companheiros.

Nem todos que são companheiros, são cooperadores.


2° - Epafrodito não era egoísta.

Nosso querido obreiro não foi enviado pensando nas suas próprias necessidades como dinheiro, conforto ou glória, mas nas necessidades de Paulo.


Não podemos pensar só em si mesmos, mas nas necessidades dos outros como irmãos em Cristo.


‘’Levai as cargas uns dos outros e assim cumprireis a lei de Cristo. Porque, se alguém cuida ser alguma coisa, não sendo nada, engana-se a si mesmo.”

(Gl 6:2-3).


“Pois eu tive fome, e vocês me deram de comer; tive sede, e vocês me deram de beber; fui estrangeiro, e vocês me acolheram; necessitei de roupas, e vocês me vestiram; estive enfermo, e vocês cuidaram de mim; estive preso, e vocês me visitaram”.

(Mateus 25:35-36).


3° - Epafrodito é um obreiro de honra (v. 29).

Epafrodito tem honra porque honrou o nome de Cristo.


(1 Sm 2:30) - “Porque aos que me honram, honrarei, porém os que me desprezam serão desmerecidos.”


(Ap 4:11) - “Digno és, Senhor, de receber a glória, a honra e o poder, porque tu criaste todas as coisas…”


Nós somos honrados quando honramos o nome de Jesus, e eu só posso honrar o nome de Cristo quando eu me dou para Ele.


Conclusão:

Epafrodito é mais do que um exemplo para Igreja e de qualidade de obreiro, mas também uma reflexão de como devem ser nossos esforços em prol da obra de Deus. 


Pela forma como trato a obra de Deus, o Deus da obra vai me tratar.


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